Domingo, dia 18/11, fui assistir à última apresentação de "Apenas o fim do mundo", com a Companhia Brasileira de Teatro. O texto é do francês Jean-Luc Lagarce e mostra a volta do irmão mais velho à casa de sua família para anunciar a morte próxima. O retorno, após longa ausência, acaba exacerbando velhos conflitos e mágoas existentes desde a sua ida.
No exato momento em que escrevo estas primeiras linhas, está sendo apresentado em um desses canais da TV a cabo, o filme "Escola do Riso". Filmado no Japão, "Escola do Riso" é uma adaptação de uma peça de teatro e quase toda a ação se passa entre dois personagens e em somente um cenário. O embate se dá entre um dramaturgo e um censor no Japão pré-segunda guerra. O primeiro tenta a todo custo adaptar a peça com mensagens patrióticas. O segundo tenta, por sua vez, fazer o menor número de alterações.
Mas porque isso agora? Uma vez aprendi que se fosse possível "ver" o mundo em uma peça de teatro era por que eu estaria, verdadeiramente, diante de uma obra teatral. O teatro se propõe universal, assim como a internet. Contraditoriamente, porém, ele é capaz de, apesar da sua universalidade, atingir a cada um de nós individualmente, assim como a internet.
No exato momento em que escrevo estas primeiras linhas, está sendo apresentado em um desses canais da TV a cabo, o filme "Escola do Riso". Filmado no Japão, "Escola do Riso" é uma adaptação de uma peça de teatro e quase toda a ação se passa entre dois personagens e em somente um cenário. O embate se dá entre um dramaturgo e um censor no Japão pré-segunda guerra. O primeiro tenta a todo custo adaptar a peça com mensagens patrióticas. O segundo tenta, por sua vez, fazer o menor número de alterações.
Mas porque isso agora? Uma vez aprendi que se fosse possível "ver" o mundo em uma peça de teatro era por que eu estaria, verdadeiramente, diante de uma obra teatral. O teatro se propõe universal, assim como a internet. Contraditoriamente, porém, ele é capaz de, apesar da sua universalidade, atingir a cada um de nós individualmente, assim como a internet.
Universal por que mostra o mundo como ele é e como pode ser em qualquer parte dele mesmo, o mundo. Universal por que desmascara, apesar de suas máscaras, personas, personagens, as mesmas máscaras, personas e personagens que encontramos pela vida. Ao mesmo tempo é cruelmente devastador ao atingir de forma particular e individual aquele incauto que saiu de casa apenas para se divertir e comer uma pizza depois da sessão.
Este post inicial tem a finalidade de, além de quebrar o gelo do "primeiro post", fazer uma pretensa homenagem a duas paixões da minha vida: o teatro e o cinema.
